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Consultor-Coach de Desenvolvimento Pessoal. Interessado em novos paradigmas sociais, espiritualidade, empreendedorismo e em formas de mudar o mundo.

Como eu passei no vestibular estudando apenas por 2 meses

Não seria fantástico se você pudesse tirar boas notas estudando quase nada?

Foi isso que eu pensei quando eu ainda estava no colegial.

Eu sempre fui preguiçoso e estudar não era uma prioridade para mim. Eu amava tocar guitarra e jogar vídeo game.

Mas os professores viviam dizendo que eu precisava levar isso a sério. Que eu precisava estudar pelo menos duas horas por dia!

Então eu inventei um método para hackear o aprendizado. Aprendi a estudar apenas 15 minutos para cada prova ao invés de ficar “perdendo tempo” com isso.

Hoje eu quero te ensinar como fazer o mesmo em apenas 5 passos.

Você vai descobrir como eu passei no vestibular estudando por apenas dois meses – e como você pode fazer o mesmo.

Então se você acha que:

  • estudar não é a sua praia,
  • que vestibular é difícil,
  • que você não é inteligente,
  • ou que você é preguiçoso e não nasceu para isso

Vou te mostrar como isso não é verdade e que você pode se tornar um gênio dos estudos.

Independente das suas notas atuais, se você está em uma escola ruim ou mesmo fazendo cursinho, este método funciona para você.

Vamos eliminar todas as baboseiras do método tradicional e ultrapassado de ensino, focando apenas no que importa.

Porque se a maioria dos alunos vão mal, significa que existe algo de errado no sistema. Não é problema do aluno, mas sim do método de ensino!

Não é porque você é preguiçoso ou burro. Isso não existe.

Parece muito bom para ser verdade? Então continue lendo para ver que tudo isso faz sentido.

E se você fizer o que eu te ensinar, eu aposto que os resultados virão para toda a sua vida. Porque eu mesmo ainda uso esse método para aprender piano, artes marciais, programação ou qualquer outra coisa.

E aí, pronto?

Como tudo começou

Antes de falar desse método, preciso contar como foi a minha história com o vestibular.

Lembro como se fosse hoje.

O ano mais bizarro da minha vida, 17 anos, quando eu não sabia o que diabos seria da minha vida.  Alias eu nem sabia qual curso fazer.

Eu só sabia que queria passar na USP – algo que era considerado impossível por todos os meus amigos.

Nessa época eu não era o aluno mais esforçado da sala, mas também não era o pior.

Diversas vezes eu era mandado para fora da aula (como se ir pra diretoria incentivasse alguém), mas nada demais.

O ponto de virada aconteceu em setembro, quando meu pai me chamou para uma conversa séria. Nesse dia ele me disse:

“Você vai ter que se virar, porque eu não vou ter como pagar uma Faculdade e você também não vai conseguir passar em uma pública… porque você não estuda. Você não se esforça, fica só jogando…”.

Essa conversa me afetou muito porque embora eu estivesse empurrando os estudos com a barriga, eu ainda tinha confiança na minha capacidade de passar.

Ouvir do seu pai que você não vai conseguir não é algo muito legal.

Ainda assim, eu usei isso como combustível para estudar. Provar para o meu pai que ele estava errado virou o meu maior motivador.

Eu só queria esfregar na cara dele que eu conseguia. Eu queria provar que meu “estilo pessoal” de estudo era eficaz e que ele estava errado (e não pense que ele foi um vilão. Se não fosse isso provavelmente eu nunca teria me esforçado tanto!).

Faltavam alguns meses pela frente, mas eu defini uma meta.

Eu iria estudar por 2 meses, não mais que duas horas por dia. Defini uma estratégia de estudo e fiz questão de prestar apenas um vestibular. Era tudo ou NADA.

Meses depois eu estava com os meus amigos jogando vídeo game quando recebemos uma ligação: “Os resultados da Fuvest saíram!”. Lembro que subimos as escadas e a página dos resultados estava sobrecarregada. F5 F5 F5!!!

Quando finalmente a página carregou, fomos rolando a página procurando pelos nossos nomes.

Depois de algum tempo de muito suspense, achei o meu nome lá!

Eu tinha passado na USP usando o meu próprio método de estudo, ainda que ninguém acreditasse que eu conseguiria.

Meus pais ficaram surpresos. Meus professores ficaram inconformados. Como esse moleque que só bagunça nas aulas conseguiu passar?

Da minha escola apenas três conseguiram esse feito e eu era um deles.

Anos depois eu comecei a entender que havia algo de especial nesse método de estudo.

Eu conseguia aprender mais rápido e mais profundamente que a maioria das pessoas. E não era só nos estudos. O método funcionava para tudo!

Entendendo o Método

Hoje nas minhas consultorias de produtividade eu percebo um mesmo padrão.

As pessoas enchem o dia delas de atividades e me perguntam – “como eu faço para ser mais produtivo?”.

A resposta é simples. Faça menos coisas. E seja mais esperto!

1 – Estude por menos tempo

A primeira coisa que as pessoas deveriam fazer é entender os seus limites.

Quanto tempo você consegue ficar concentrado?

Não adianta ficar quatro horas seguidas estudando se depois de 15 minutos você já sente vontade de olhar o celular.

Você precisa priorizar a qualidade sobre a quantidade.

Quando eu decidi estudar por apenas 2 meses, não foi por um acaso. Eu tinha amigos fazendo cursinho desde fevereiro, que ficavam o dia inteiro com a cabeça nos livros. Só de olhar isso eu sabia que essa vida não era para mim.

Primeiro porque eu não iria memorizar tanta coisa por um ano inteiro.

Segundo porque eu iria me desmotivar mais a cada dia. Eu estaria apostando um ano inteiro da minha vida em uma prova com grandes chances de falha. O tempo inteiro eu iria pensar “e se eu não conseguir?”.

Então eu preferi seguir o meu próprio ritmo, estudando com muita qualidade por pouco tempo.

Quando eu abria os livros eu ficava motivado. Eu sabia que aquele pequeno esforço traria grandes recompensas.

E se falhasse, eu só teria apostado dois meses da minha vida. Isso me deixava menos nervoso e apreensivo.

2- Estude motivado

E se eu te falar que ao bater os braços bem rápido você consegue voar? Só não voamos porque ninguém costuma tentar!

Você provavelmente não vai bater os braços porque sabe que é uma mentira.

O nosso maior motivador é a nossa crença de possibilidade. Ou seja, a nossa força de ação é proporcional ao quanto acreditamos que algo seja possível.

Agora imagine quão motivado uma pessoa fica quando acredita nisso:

  • Eu sou burro
  • Vestibular é algo difícil
  • É preciso estudar muito para ter boas notas (e se eu estudar pouco não vou ter chances)
  • Minha escola é ruim, por isso eu não vou conseguir

Todas essas crenças diminuem a força de vontade de qualquer um.

Quando você acredita em algo, isso constrói a sua realidade.

Ou seja, se você acredita que é burro ou incapaz, ficará menos motivado para estudar e aprender. Com isso vai provavelmente tirar notas baixas, reforçando ainda mais a sua crença.

O meu maior motivador foi provar que meu pai estava errado. Eu não estava nem aí se isso era possível ou não. Eu apenas defini uma meta e fiz de tudo para que ela se tornasse uma verdade.

Entende? Você cria as suas verdades.

Se você acha que estudar muito é melhor, ótimo! Continue assim. Mas se você perceber que as suas crenças estão te desanimando dos estudos, então tente pensar ao contrário assim como eu fiz.

3- Economizando 50% do tempo

Imagine que você está estudando e dá de cara com estas questões. Quanto tempo você demora para respondê-las?

1. Encontre o valor de X
a) 6x + 4 = 10
b)  7 + 2x = x + 1
c) 8 + 4x = 3/2x
d) 44x + 22 = 66
e) 1¹ + 2² + 3³ = x
f) 9x = 3(x + 2)
g) x² + x = 30

No meu método de estudo, eu demorava cerca de 1 segundo com estes exercícios.

Isso porque eu não respondia nada disso!

Por natureza, preferimos fazer atividades fáceis e prazerosas.

O problema do estudante é que ele é viciado em resolver exercícios que já sabe a resposta.

Quando você acerta uma questão, seu cérebro libera dopamina. Mas se você já sabe a resposta e o exercício foi muito fácil, então você não aprendeu nada.

E não é nem culpa sua. Foram anos tendo que fazer listas enormes de lição de casa te doutrinando a perder tempo. Talvez você esteja retorcendo a cara porque gostaria de me contrariar. Afinal, você sempre fez assim!

Mas pense comigo. Os exercícios tem um único propósito: testar o seu conhecimento e exercitar a sua mente. 

  • Caso você já saiba da resposta e consiga resolver o problema, o exercício não te ensina nada. Ele apenas infla o seu ego.
  • Já quando você não sabe da resposta, você perceberá que precisa estudar mais o assunto.

É como fazer musculação. Você precisa levantar pesos mais pesados conforme vai evoluindo no treino.

Ou como em um jogo – você não fica fazendo o tutorial diversas vezes. Você quer ir passando de fase até encontrar algo realmente desafiante!

Entende?

Então a minha estratégia era muito simples. Eu revisava o conteúdo através dos exercícios.

Passava o olho pelos capítulos analisando rapidamente o que valia a pena ou não ser estudado. Você precisa desenvolver este bom senso de ignorar as coisas que não lhe acrescentem nada.

Quando eu via algo mais difícil eu parava tudo e estudava em cima daquele assunto.

Eu garanto que você vai economizar pelo menos 50% do seu tempo com essa estratégia.

Foque no que você não sabe!

4 – Raio-X da Informação

A melhor forma para analisar os exercícios é através dos conceitos que ele aborda.

Esta é a melhor estratégia para aprender algo novo – principalmente se você tiver dificuldades.

Primeiro, analise a questão para compreender quais conceitos são pré-requisitos para entender a matéria.

Com isso você deve formar uma pirâmide de conhecimentos. Uma ótima forma de representar esta pirâmide é através de um mapa mental.

Quando você tiver domínio sobre os assuntos abordados, você tem a completa certeza de que consegue resolver um exercício do assunto.

Muitas pessoas tem dificuldades em matemática, por exemplo.

Isso se dá ao fato de que essas pessoas não aprenderam muito bem as bases. Se você não entender bem as propriedades da multiplicação e divisão, não vai entender frações e nem proporção. Depois vai ter dificuldades em regra de três, hipotenusa e qualquer outro assunto.

Então não adianta ficar preso em um exercício. Você precisa baixar a bola e descer alguns níveis de conhecimento, estudar as bases e depois voltar para onde você estava.

Em história, por exemplo, não adianta decorar fatos, se você mal entende como é uma monarquia. Você precisa se colocar dentro do cenário, assim como você percebe e entende o sistema político atual. Ele é justo? Corrupto? Porque deixou de existir?

Ao invés de focar nas respostas, tente entender a pergunta! Quanto melhor você compreender o propósito de uma questão, melhor será a sua capacidade de aprendizado.

5- A forma certa de estudar

Você provavelmente tem estudado da mesma forma por anos.

Talvez tenha aprendido que mapas mentais sejam legais e algumas outras técnicas, mas é provável que você ainda não tenha entendido o seguinte.

O melhor jeito de estudar é aquele que funciona para você. Pare de copiar os outros!

Parece óbvio, mas não é.

Porque eu vejo muitas pessoas fazendo mapas mentais fashion, cheios de frescuras, simplesmente porque você aprendeu assim no Pinterest.

Eu mesmo faço os meus mapas com caneta preta, em rabiscos, porque sei que eu nunca mais vou consultar nada disso.

Afinal, os mapas mentais não são bem uma ferramenta de consulta. Eles servem para você aprender enquanto você faz o mapa! Também não adianta estudar lendo o mapa dos outros.

É importante que você esteja aberto para testar as mais variadas técnicas, analisando e mensurando o que funciona para você. Enquanto estiver preso aos seus antigos hábitos, como grifar textos, você nunca vai perceber o quanto aprenderá sem fazer nada disso!

Bônus – Uma matéria por vez

Por fim, eis algo que fez toda a diferença para mim.

Eu fazia maratonas de uma disciplina por vez! 

Era abrir o livro de matemática e estudar do começo até o fim, algo que durava entre duas e três semanas.

Focar em só uma atividade é uma estratégia fantástica pra você otimizar o seu cérebro. Toda vez que você muda de disciplina, é como se seu cérebro tivesse que pegar o tranco do zero.

E para otimizar ainda mais meu tempo eu estudava uma matéria de humanas sempre que era possível ler. Por exemplo, você pode ler no ônibus, andando na rua, no banheiro ou mesmo nos intervalos de aula.

O único problema foi ter que deixar o cronograma da escola de lado. Como você pode perceber no meu boletim, meu último bimestre teve uma queda brusca nas notas, pois eu não estava priorizando as aulas. Eu estava focado no meu próprio estudo para o vestibular!

Inclusive, eu acabei maratonando durante as aulas na escola, algo que eu não posso te recomendar a fazer.

Se eu estivesse na maratona de física, por exemplo, eu iria estudar física em qualquer aula na escola, ainda mais porque os últimos meses de aula são sempre focados em revisão. E já aviso: os professores não gostavam nada disso.

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A evolução do método

Anos se passaram e eu aprender coisas novas se tornou uma profissão.

O método evoluiu tanto que hoje eu faço consultorias em aprendizado e produtividade.

Mas um dos sonhos que eu sempre tive foi o de poder ensinar. Lembrando de como os professores não me incentivavam, eu sempre me imaginei podendo resolver os problemas dos alunos com dificuldades.

E hoje, você pode me ajudar de duas formas!

Primeiro, deixando um comentário dizendo o que achou deste artigo e quais as suas dúvidas.

Segundo, conhecendo o meu novo projeto que está se tornando realidade: o curso online Aprendendo a aprender.

Este curso foi feito para vocês, estudantes que queiram aprender a usar o seu potencial máximo, estudando menos e tendo mais resultados.

É um curso para os “preguiçosos” e desajustados. Pessoas que querem resultados e um jeito mais esperto de viver a vida. Se tiver interesse, clique na imagem para saber mais!

Boa sorte nestes últimos meses até o vestibular e obrigado pela leitura!

Ah, e não se esqueça de compartilhar este artigo com os seus amigos!

Aprendendo a Aprender

Créditos

Imagem da Capa: Freepik

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