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Lidando com a própria procrastinação

Tenho certeza que você também já teve vários planos na vida, mas teve muita dificuldade em botar a coisa em prática.

O problema é que talvez eu ultrapasse o limite da procrastinação + auto sabotagem. Sou consciente disso e essa atitude me incomoda, por isso resolvi fazer mais uma sessão pública de auto-terapia.

A meta alvo

Havia eu decidido que minha dedicação primária seria voltada para um novo projeto envolvendo um site, guias e livros. Esse projeto precisa ser terminado ainda este ano, já que estou enrolando há muito tempo (Estamos em julho e nada).

Eu gosto de escrever, gosto muito do tema, acredito que ele possa ser algo que faço em paralelo ao trabalho e que ainda possa me dar dinheiro e crescimento espiritual. Pode-se dizer que a maioria do meu tempo é dedicado a PENSAR, mas não em FAZER. Eu poderia culpar meu signo, mas prefiro acreditar que seja possível resolver isto.

Os possíveis problemas

1- Faz pouco tempo, decidi pausar meu lado músico para priorizar e otimizar meus planos. Até fiz um post aqui.

O problema é que eu não deixei de dedicar boa parte do meu tempo à música. Posso ter realmente deixado meus sonhos em hiatus, mas minhas ações e vontades não refletem isto. Tenho estudado piano, canto e bateria em meu tempo livre. Estou em três bandas e não paro de pensar em comprar um Contrabaixo.

2- Há algumas semanas, também comecei a me interessar de novo por jogos. O Steam fez promoções e eu fiz a festa. Agora boa parte do outro tempo livre é gasto jogando, pois não seria justo desperdiçar o dinheiro dos jogos.

3- As distrações são muitas, e talvez a pior delas seja a grande necessidade de ficar conectado. Não entendo qual o motivo de ter tanta troca de informações sobre o que acontece. É como se fosse um BBB textual onde ficamos trocando informações sobre o que estamos fazendo, lendo, pensando, ouvindo. As pessoas precisam saber disso? Eu preciso realmente disso, ou seria só um vício? As pessoas que são produtivas também agem desta forma, ou elas conseguem se focar mais nas atividades?

4- As ações não estão de acordo com as metas. Quero fazer algo que envolve escrita, mas não escrevo direito há meses. Consigo tocar por 10 horas seguidas, mas me distraio escrevendo por 30 minutos. Algo está errado!

5- Perfeccionismo me atrapalha muito. Quando tento escrever, acabo refazendo a mesma coisa 10 vezes. Quando gravo, demoro uma semana onde uma pessoa normal gastaria 20 minutos. Não só isso, as coisas acabam perdendo a naturalidade quando rumam para a perfeição. Acaba ficando tudo tão planejado, revisado e refeito, que parte do poder intuitivo se vai. Os toques pessoais são substituídos por semanas de pensamento para agradar ao leitor – e por sinal, eu odeio coisas desse tipo!

6- Embora eu seja sistemático, algumas coisas não estão simples o bastante. Tenho um diagrama com quase 100 termos ligados sobre todos os assuntos que pretendo escrever e tenho sempre em mente uma visão macro. Mas e a visão micro, onde fica? Talvez, a noção de que eu preciso ter muito trabalho esteja me desmotivando. Preciso escrever só uma página por dia, e não um livro por dia!

7- Tenho arranjado desculpas para não escrever. Se tenho 30 minutos, é pouco para começar e terminar um assunto. Se tenho 2 dias, é tanto tempo de sobra que posso jogar e tocar a vontade.

8- Estou escrevendo sobre como resolver um problema, para então resolver um problema!

9- Minha personalidade é rebelde e não me dou bem com restrições. Quanto mais me restrinjo, mais quero fazer.

As possíveis soluções

A- Dedicar tanto tempo à música é um problema quando você não quer ser músico. Na verdade, se fosse levar isto a sério, precisaria de pelo menos 3x mais dedicação e estudo.

Se divertir também é importante, mas tudo tem seu tempo. Além disso, fiquei dois anos sem jogar e isto não me trouxe infelicidade! Logo, eu posso jogar bem menos, ser feliz e também aproveitar os jogos aos poucos.

Percebendo isto, posso separar horários para certas atividades, assim como eu delimito que pelo menos 2 dias da semana são dedicadas ao treino físico. Posso decidir jogar no máximo 4 horas semanais, definir dias para a música e principalmente fazer cronogramas para organizar o que eu preciso escrever.

B- Não usar a internet quando for decidido que preciso escrever. Testei e deu razoavelmente certo. Como eliminar a vontade de dar ALT + TAB e abrir o facebook? Simples, eliminando qualquer possibilidade de falha!

C- Eliminar a necessidade de me distrair. Precisaria refletir sobre o assunto, focar mais no Agora e nas atividades e desvalorizar a necessidade de conversar fora das horas propícias. É preciso ficar atento para não se tornar antissocial (web e real).

D- Preciso definir melhor as metas, de forma clara. Anexar próximo ao computador algum papel dizendo onde eu devo chegar pode resolver. Se você tiver os objetivos bem claros, as ações inúteis podem ser filtradas.

E- Também posso entender que o esforço não será para sempre. Posso me clausurar para terminar logo um projeto e depois me libertar por um tempo, até que outro projeto surja. As coisas normalmente funcionam por ondas de 0 e 1, ação e inanição, positivos e negativos.

F- Perfeccionismo é bom até o nível onde algo seja produzido de forma ótima. Se nada é produzido, então não existe perfeccionismo, mas sim uma auto-sabotagem. Não só isso, a perfeição no caso de um texto é relativo. Muitas vezes temos a sensação de que um texto é perfeito, mas não porque ele não pode ficar melhor, mas sim porque ele supre as suas necessidades. Se o texto corresponde aos seu propósito, então ele pode ser considerado perfeito. Ignoremos questões de “qual a melhor história a ser contada?” ou “Eu deveria começar falando sobre A ou sobre B?”. É possível então delimitar metas para cada texto e definir problemas e soluções para cada meta a ser alcançada – e em cima disso, agir de forma natural.

G- Talvez F esteja muito complexo! Mas ao mesmo tempo, é necessário que haja foco e que objetivos sejam cumpridos. Neste exato momento, estou escrevendo para resolver meus problemas, então crio diálogos estranhos feitos para eu mesmo – coisa que não deveria acontecer em um texto para outros. Agir naturalmente pode não funcionar sempre.

H- Criar um “Framework” para simplificar a escrita. Definir regras base, técnicas e ter boas referências analisadas e adquiridas. Estudar e perceber como outros autores passam certas ideias, como explicar uma teoria, ensinar algo, e etc.

I – Como os guias, site e livro são extensos, posso delimitar a escrita por partes. Cada dia posso escrever sobre um assunto diferente e isto diminuiria a complexidade. Cada tema deve ter um tempo limite pequeno também!

J- Eu não me sinto restringido ao saber que não posso pular de um penhasco, ou de beber um copo de vidro. Sentir-se preso é uma bobagem, assim como a ideia de que alguém não consegue focar, ou se prender a prazos e horários. Mudando esta forma de ver sobre a “liberdade vs restrição”, certas coisas podem ser mais aceitas.

Botando em prática

Convenhamos. 10 itens de solução não é algo simples de se implementar. Então vamos tentar resumir em poucas palavras e deixar tudo mais prático.

– Devo delimitar pelo menos 3 capítulos ou itens de um guia por semana, cada um escrito de forma básica em até 45 minutos. O prazo é variável de acordo com a complexidade do assunto!
– Jogar no máximo 2 dias por semana e até 4 horas por semana.
– Tocar no máximo 1 hora por dia.
– Não usar a internet nos dias e/ou horas que for escrever ou me concentrar.
– Anexar no painel do quarto as metas de escrita geral e diárias.
– Criar e utilizar um estudo-framework para escrever os textos com padrões de escrita. (Deve ser desenvolvido em 1 dia)
– Entender a importância das metas atuais e criar incentivos dentro dos círculos de crenças.

Lembrando que isto é a primeira iteração, que deve demorar cerca de um mês. Caso nada funcione, voltamos a mesa de planejamento!

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Sobre o autor - newryo

Consultor-Coach de Desenvolvimento Pessoal. Interessado em novos paradigmas sociais, espiritualidade, empreendedorismo e em formas de mudar o mundo.

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