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Consultor-Coach de Desenvolvimento Pessoal. Interessado em novos paradigmas sociais, espiritualidade, empreendedorismo e em formas de mudar o mundo.

Aprender melhor

Como desenhar em 30 dias – Fim!

Eu sou apaixonado pelo aprendizado. Não apenas a sensação evolutiva me fascina, mas também o mistério que circunda todo o processo. É magnífico a sensação de um dia termos dificuldade de desenhar um braço e no dia seguinte já acordarmos conseguindo aquilo naturalmente. Nosso cérebro é uma máquina surpreendente!

Para mim, o desafio não foi um exibicionismo de um talento nato. A capacidade de aprender rapidamente algo não nasce conosco. Ela é uma habilidade como qualquer outra que pode ser desenvolvida com o tempo e através de inúmeras técnicas. Meu objetivo foi justamente treinar esta habilidade, além de ter a oportunidade de documentar o processo e compreender melhor o que se passa por trás do aprender.

Foram 30 dias, mas apenas cerca de 23 foram dias de estudo. Os tempos de treino duraram de 30 minutos até 4 horas, com uma duração média de 1 hora por dia. Se eu aprendi a desenhar? Sim, com certeza minhas habilidades melhoraram muito. Eu já conseguia copiar bem os desenhos dos outros, mas nunca tive habilidade para transformar uma foto em desenho, ou mesmo a de criar um desenho novo em alguma pose qualquer. A maior prova de que existem formas corretas de se aprender é esta: eu desenhei por anos da minha vida, mas nunca havia melhorado significativamente antes.

Qual o segredo? Vamos lá:

1. Defina bem o que aprender – “Desenhar bem” é algo muito amplo e por isso você nunca conseguirá chegar lá. Foi necessário definir pequenas etapas de aprendizado, como ter um traço firme, entender anatomia humana ou aprender a desenhar olhos.

2. Saiba como você aprende – na escola você já deve ter percebido. Alguns aprendem melhor ouvindo a aula, uns escrevendo e outros lendo. Descubra qual é a sua preferência e terá um indicador claro se você é uma pessoa visual, auditiva ou cinestésica. Para desenhar, isto significa que você pode aprender melhor desenhando, vendo alguém desenhar, lendo ou ouvindo aulas explicativas.

3. Resuma a informação – Nem tudo é tão útil. Na verdade, 20% do aprendizado costuma levar a 80% dos resultados, sendo que as bases costumam ser as partes mais importantes no aprendizado. Tendo uma boa fundação, é possível elaborar as camadas mais altas do conhecimento, e o melhor, desenvolvidas em cima de suas próprias conclusões. Para facilitar, vale fazer esquemas, mapas, resumos e qualquer artefato que ajude a compreender melhor o assunto.

4. Compreenda a informação – Para conseguir fazer os traços dos ombros femininos, não bastou desenhar diversas vezes. Eu captei a essência das curvas de modo a saber que o ângulo do pescoço com o ombro nunca será um ângulo reto, mas sim cerca de 105~115 graus. Os ombros em repouso também nunca estão na horizontal. Eles possuem uma leve queda e, nas extremidades, se transformam nos braços com uma grande curvatura. Dentro deste mapeamento descritivo, eu comecei a compreender claramente o que faz e o que não faz um ombro. Não adianta apenas saber o que dá certo, mas também é preciso saber o que deve ser evitado.

Skill test

A primeira coisa que quis testar foi a capacidade de desenhar um rosto através de uma foto.

Infelizmente o rosto desenhado, de alguma forma, não lembra a pessoa que desenhei. Mesmo colocando a imagem por cima da foto original, percebo poucas diferenças e não faço ideia do que possa estar causando isso.

Por outro lado, o traço parece muito melhor do que antes. O desenho não saiu feio o resultado foi satisfatório. Basta estudar mais em relação aos detalhes e formas que dão características a uma pessoa.

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Um pouco inconformado com o resultado, tentei fazer o desenho de uma outra foto, um pouco mais simples. O resultado foi bastante satisfatório!

olhos

Outro teste era fazer o desenho de uma paisagem. Fiz ele utilizando como base uma foto que tirei. Ainda muito a melhorar, mas o resultado foi até que satisfatório. O papel não ajudou muito bem, pois a grafite mais forte acabava ficando horrível. O ponto forte foi perceber que houve diferença de texturas entre cada elemento.

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No teste das poses, escolhi aleatoriamente alguma ideia chave para desenhar. “Cabeça para cima” foi a escolha e então defini que seria a pose de um homem atirando uma flecha para cima. Devo dizer que ainda não estou nada feliz nesse quesito. Não estou bom como deveria para criar poses sem referência alguma.

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Conclusões

Embora tenha tido uma grande melhora no quesito desenho, sinto que ainda falta um elemento muito importante: o de criar coisas do zero.

Até o então, estive sempre desenhando coisas baseadas em alguma referência. Mas e se eu não tiver o google e a internet para criar? E se eu não tiver, no mundo real, uma referência para desenhar?

Sinto que acertei bem na parte técnica, mas o desenvolvimento da criatividade e da visualização ainda fazem parte de um próximo passo. Assim como na música, é difícil conseguir imaginar uma música sem ter noção alguma de música. É impossível improvisar sem saber das escalas ou sem ter tocado já por um bom tempo. Na criação de ilustrações, além de ter de deixar a imaginação fluir livremente, é necessário muita experiência. Em meu estado atual, não consigo sequer imaginar uma pose direito, ou mesmo criar peças de roupas para os desenhos. Como faço uma pessoa dando um shoryuken? Como desenho uma pessoa deitada, com o rosto em um travesseiro? Como o tecido de uma determinada roupa se comporta em um salto? São perguntas que talvez eu só vá responder depois de muitos desenhos concretos pela frente.

Outros próximos possíveis passos são a experimentação de novos materiais, como nanquim, lápis de cor, aquarela e pastel. Além disso, vou começar a utilizar a tablet para passar os desenhos para o computador e treinar cores digitais. Quem sabe até o final do ano eu já não esta bom nisso?

O que importa é: se quiser aprender algo, comece!

Bônus

Para documentar a melhora, fiz dois novos testes. O primeiro utilizando nanquim e pincel pela primeira vez. Depois de cinco rabiscos, saiu algo até que interessante! Em seguida, tentei copiar um desenho direto na caneta, sem rascunho ou linhas guias. O resultado também foi satisfatório! É um dos resultados de treinar as bases ao invés de elementos muito específicos.

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Agora é com você

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